segunda-feira, 28 de janeiro de 2019

(Re) começo

Quando a ideia de morar fora do país deixou de ser somente uma ideia? 
Em 2012 eu tive a incrível experiência de realizar um intercâmbio para o Canadá, e desde então, a maior realização que a minha vida teria era voltar para lá (e ficar bem mais do que 30 dias).

A experiência foi mais do que incrível e por isso mantive esse blog com a maioria das minha memórias em forma de postagem. Caso queira ler, é só rolar para baixo e avançar para as páginas seguintes.

Vou deixar aqui um texto que escrevi em 21/07/2012, um dia antes de eu ir embora do Canadá para logo, retornar ao Brasil. Creio que ele pode explicar todo o sentimento que nutri, e venho nutrindo, pela vontade de viver naquele país.




"Meu último dia, minha triste sexta-feira. Confesso que hoje foi um dia em que eu esqueci que estava com saudades de casa. Eu esqueci que eu já estava contando o tempo para voltar para as pessoas queridas. Hoje eu queria ficar mais, hoje eu fui o motivo de muitas despedidas. E despedidas me fazem chorar.Mas, no geral, foi um ótimo dia! Minha aula foi sensacional, consegui encontrar com quase todas as pessoas que conheci nessa viagem, tirei fotos com elas e ainda comprei uma bandeira canadense para que assinassem! E a maioria das pessoas deixou recados bonitos para mim, demonstrando um carinho enorme, o que fez com que eu ficasse ainda mais sentida.E a noite foi mais delícia ainda. No nosso último dia, juntamos a galera de casa para jogarmos e ficarmos reunidos, passamos quase que toda a madrugada inteira assim: jogando, rindo, conversando, tirando fotos, compartilhando perfis no Facebook, e por aí vai. E por fim não dormi. Não consegui. Deitei e nada!Então fui pro banho, e é nessas horas que a gente se coloca para pensar na vida.
Sempre fui alguém que apreciou momentos de solidão. Momentos em que eu ficava um dia inteiro sozinha em casa e me colocava a pensar na vida. Agora, confesso que estar tão longe de TODO o meu convívio social me deixou um pouco aflita, mas curiosa, por querer mais. Acredito que as coisas só começam a fluir quando a gente permite que isso aconteça. Eu estou confiando em mim de novo, me permitindo, porque eu sei que posso muito E MEREÇO MUITO.É muito bom finalmente poder me dar essa "segunda chance", depois de ter dado tantas para quem não valia à pena. E é assim que tenho passado muitas das minhas horas vagas: refletindo. E buscando soluções para algumas dúvidas e certos concertos, naquilo que eu achava estar errada. Estar esse tempo longe de todos me fez ver quem realmente se importa comigo e quem se importa apenas com a minha viagem, porque, querendo ou não, foi nesse momento em que algumas pessoas se reaproximaram de mim como se nada quisessem.
Tenho muito o que fazer quando retornar ao Brasil, mas ainda tenho que decidir por onde começar, e como começar. Mas isso farei com calma e bem aos poucos, para que nada saia dos avessos, não dessa vez.Acho que já estava na hora de eu ver tudo o que vi, de viver tudo o que eu estou vivendo e de aprender ainda mais. E tudo que aprendi até agora é tão FANTÁSTICO que eu não consigo explicar com sentenças formadas. Posso dizer em palavras soltas que: respeito, amor, amor próprio, empatia, solidariedade,  fé, crenças e costumes foram coisas que abriram a minha mente em uma proporção absurda.
Oh Canadá, olha o que você fez comigo. Me sinto tão feliz, tão realizada e tão bem comigo mesma, como se eu tivesse tirado um peso das minhas costas. Ou melhor: como se eu tivesse finalmente me despido daquela que não sou.Queria deixar todo o meu carinho, para aqueles que de alguma forma contribuíram com todo esse meu crescimento. E o que eu aprendi? Aprendi que ver o mundo com outros olhos, é muito mais bonito! E sim, ainda há motivos para acreditar!
Canadá: me espera! Pois agora eu tenho um verdadeiro motivo para nunca parar de sonhar... OBRIGADA!"


sábado, 21 de fevereiro de 2015

[Resenha] Livro - O Projeto Rosie - de Graeme Simsion

Em poucas palavras: me encantou! E, antes de escrever essa resenha, tive uma acalorada discussão comigo mesma embaixo do chuveiro sobre os motivos de eu ter gostado tanto deste livro. E, para ficar mais organizado, já que eu sou uma pessoa irritantemente organizada (assim como Don, o protagonista do livro), vou separar minhas (diversas) opiniões em tópicos (igual ao Don, no livro).


1. O Projeto Rosie nos conta a história de Don Tillman, um solteirão de 39 anos, professor de genética com uma renda acima da média, inteligente, bonito e com o corpo em forma. Porém, este tem um problema: sua deficiência em se relacionar com as pessoas. Pois é, pensando de um modo geral, todos nós temos certa dificuldade em nos relacionar com outras pessoas, porque somos todos diferentes, nem sempre pensamos da mesma forma ou na maioria dos casos somos imprevisíveis. E, no meu ponto de vista, essa é a maior dificuldade de Don: se relacionar com as pessoas porque, entre outras coisas, elas podem ser imprevisíveis. Já que "surpresas" não existem na vida de Don, pois ele, com 39 anos de idade, conseguiu transformar a sua vida em uma rotina extremamente organizada e, para muitas pessoas, chata. Sim, chata me parece ser a palavra perfeita, já que todos os dias da semana Don faz as mesmas coisas, e assim sucessivamente, como por exemplo, todas as terças-feiras ele faz lagosta no jantar, todos os domingos ele fala com a mãe ao telefone, todas as quartas-feiras ele vai à feira e faz as mesmas compras, e, para o desespero geral, ele cronograma cada minuto dos seus afazeres, tanto é que, ao contratar uma faxineira (a mulher da saia curta) para limpar seu banheiro, Don estimula que com isso ele teria em sua agenda uma média de trezentos e dezesseis minutos livres por semana. Pois é, bem chato isso. Don não tem senso algum do sarcasmo, e isso o impede de identificá-lo quando as pessoas o usam. A dificuldade de se relacionar com as pessoas é tão grande na vida de Don que, ele mesmo admite que a sua lista de amizades chegou no máximo a quatro pessoas: sua irmã (que por um grave erro médico veio a falecer), Daphne (uma senhora que morava no mesmo prédio que Don e, por conta do mal de Alzheimer, teve que ser internada em um asilo e também, em um certo momento Don parou de visitá-la porque ela já não o reconhecia mais), Gene (professor e colega de trabalho de Don, casado, porém sustenta um relacionamento aberto com a esposa, já que a meta de Gene é transar com mulheres de todas as nacionalidades possíveis) e Claudia (esposa de Gene, psicóloga e que, apesar de inicialmente ter aceitado que seu casamento fosse baseado em um relacionamento aberto, ao longo do livro percebemos que ela se arrependeu de certa decisão). E também, sem esquecer este detalhe, há um momento no livro em que Don sugere incluir na sua lista de amigos os filhos de Gene e Claudia, Eugene e Carl (este adolescente e filho somente de Gene). 

2. Agora que Don está devidamente apresentado e, pudemos ter uma (básica) noção de como ele é, vamos falar do seu projeto, o Projeto Esposa. Sim, toda essa história com Rosie, que logo falarei, começou com um projeto, iniciado por Don e Gene, que consistia em arrumar a esposa perfeita para Don, somente isso. Gene e Claudia, através de um questionário formulado por Don (sim, um questionário!) o ajudam a identificar e encontrar a esposa perfeita. Esse questionário contém perguntas do tipo, se a mulher pratica atividades físicas regularmente, se ela bebe, se ela é fumante, e até se a mulher costuma chegar atrasada em seus compromissos! Sim, Don é um esquisitão e tanto! E, em meio às procuras sem sucesso de uma possível esposa para Don, Rosie aparece. 

3. Rosie é, sobretudo, encantadora. Diferente do que parece ser, e do que Don pensa ser, Rosie não o procura como uma candidata ao Projeto Esposa, ela o procura simples e unicamente como um “tira teima” de uma aposta feita entre Rosie e Gene, já que ela é uma das alunas de Gene, o que Don (e nós) só descobre mais tarde, bem mais tarde. Não é muito difícil de descrever Rosie, pois, fica bem claro e fácil de imaginar uma pessoa que é o oposto de Don. Rosie é engraçada, sarcástica, bonita, desenvolta, fuma, bebe e trabalha como “bargirl” no Marquess of Queensbury, um bar voltado ao público gay. Na primeira vez em que os dois se veem, Don convida Rosie para um encontro, imaginando que ela fosse uma indicação do seu amigo Gene ao Projeto Esposa. Após o incidente do traje esporte fino o primeiro encontro deles vai por água abaixo, ou quase, se não fosse pela ideia de Rosie de continuar o encontro no apartamento de Don. Ao jantarem na varanda em uma mesa improvisada, Rosie, sabendo que Don é um excelente geneticista, conta a ele sobre a vontade de descobrir quem é o seu verdadeiro pai, já que a sua falecida mãe havia dito que Rosie não era filha de Phil (marido dela), e Don, sem ao mesmo saber o porquê de ter feito e aceitado este “desafio”, promete a ela tentar descobrir isto. Porém, neste momento do livro o nosso protagonista deixa bem claro, para ele mesmo, que Rosie não é, nem de longe, uma candidata ideal ao Projeto Esposa. 

4. A partir do momento em que Don faz essa promessa a Rosie e inicia o chamado por ele “Projeto Pai” (sim, o cara é tão organizado que ele dá nome de Projeto a todos os afazeres dele), sua rotina começa a virar dos avessos. De início, Don começa a deixar alguns afazeres de lado para se encontrar com Rosie e discutirem sobre o projeto pai, até que eles começam a visitar antigos amigos de faculdade da mãe dela, a procura de material genético (DNA) dos homens que possivelmente poderiam ser pai de Rosie. Eles pensam em pegar tufos de cabelo, roubam xícaras usadas pelos “suspeitos” e até mesmo levam embora uma escova de dente e, usando o laboratório da universidade sem autorização, Don se depara com diversos resultados negativos. Até que, deixando o nível da investigação mais profissional, Don descobre que em três semanas haverá uma confraternização de reencontro da turma de formatura da mãe de Rosie e, sabendo disso, Rosie os inscreve para trabalharem de garçons nesta festa, já que seria a única maneira deles entrarem e terem acesso aos convidados. O que pareceria ser um fiasco acaba se tornando o plano perfeito, já que Rosie e Don conseguem amostras de DNA de todos os convidados homens, e Don, surpreso por isso acaba se divertindo muito e fazendo o trabalho tão bem que sai de lá com uma proposta de emprego. 

5. O romance segue com Don testando as quase 40 amostras que ele conseguiu nesta festa de reencontro e também com a sua relutância ao perceber, nos mínimos detalhes, que está gostando de Rosie, unicamente pelo fato dela ser quem ela é. Porém, convencido pelo fato de que Rosie não é nem de longe uma esposa ideal, Don decide dar continuidade ao Projeto Esposa, analisando novas candidatas. Uma delas, em especial, é dançarina, e Don a convida para ir ao baile da universidade, mesmo sendo alertado pelo seu amigo Gene de que ele não sabia dançar. Mas, como parece que Don adora um desafio, ele tenta aprender a dançar em menos de dez dias. Eis que o baile não acontece da forma que Don imaginava, ao se deparar com Rosie, ele a descreve como a mulher mais deslumbrante do local, e, ao tentar dançar com a sua parceira, tudo dá errado! Tanto que a mulher vai embora logo após Don derrubá-la no chão tentando dançar. Depois dessa “tragédia”, Rosie entra em cena fazendo-o dançar com ela, e como previsto, os dois se divertem mais do que nunca. 

6. Ainda faltavam umas quatro pessoas para servirem de teste para o Projeto Pai, de acordo com as estimativas de Don e, com isso, ele decide viajar para NY, onde 3 destes “candidatos” estão. Porém, antes de fazer qualquer planejamento para a viagem, o nosso protagonista recebe a notícia de que Daphne (aquela senhora, amiga de Don, que estava internada com Alzheimer em um asilo) falecera e lhe deixara um testamento. Neste testamento havia uma quantia de dez mil dólares e uma carta, em que Daphne afirmava que com esta pequena quantia Don deveria fazer algo que ele gostasse, e que não fosse lá tão responsável! Além de que a senhora continuava a afirmar que Don daria um ótimo marido e que não era para ele desistir de procurar o seu par. Decidido a ir para NY e mais certo ainda de que queria levar Rosie consigo, Don inventa algumas mentirinhas para conseguir abordar seus alvos, como por exemplo, um suposto projeto de genética que sequer existe e que ele precisava de algumas cobaias, afinal, eles não iriam para NY à toa, pois precisavam de uma boa desculpa. 

7. O capítulo de NY, sem dúvidas, foi o que eu mais gostei. Pois ele me remeteu às lembranças de quando eu também estive lá. Toda aquela sensação de novidade, aquela cidade que nunca dorme e a euforia; e a delícia de ser simplesmente você.   “– Sabe o que eu gosto em Nova York? – perguntou ele. – É que existe tanta gente estranha que ninguém mais presta atenção. Todos nós nos encaixamos feito uma luva”. Definitivamente, essa é a minha passagem favorita deste livro! NY foi mágico para o nosso casal. Eles se divertiram mais do que imaginaram e desfrutaram ótimos momentos juntos. Quase tudo deu errado quando os dois alvos do Projeto Pai desconfiaram da veracidade da pesquisa de Don, mas, por fim, acabaram conseguindo as amostras de DNA. Até que, com a viagem chegando quase no fim, acontece um beijo entre Don e Rosie. Porém, naquela mais esperada hora (tanto por Don, como por Rosie, e pela gente!), Rosie desiste de ir em frente, confundindo os sentimentos de Don com a frase mais clichê do universo: “Você tem sido maravilhoso nesses dias, não é você, sou eu. Me desculpe”. 

8. A viagem para NY foi um sonho bom que havia terminado. Agora, de volta a sua casa e tomando um vinho com Gene, Don percebe que seu velho amigo, ao ver uma foto da turma de faculdade da mãe de Rosie, a reconhece imediatamente e, mesmo não tendo feito parte desta turma, Gene era amigo dela. Don, rapidamente pega a amostra de DNA do amigo (pela taça em que ele bebia o vinho) e a leva consigo, junto com as outras amostras, para testá-las no laboratório da universidade. Pronto para os testes, Rosie aparece e eles discutem sobre a identidade da última amostra, da qual Don não quer revelar sem antes ter certeza do resultado. O que acontece é que eles acabam “discutindo” um pouco mais e Rosie afirma que ela teria muito medo de encarar um relacionamento com Don, pois, entre outros defeitos, Don não era capaz de sentir emoções, já que nem chorar com filmes românticos ele chorava. E, assim que Rosie deixou o laboratório, Don tentou dar continuidade às amostras, mas, a Chefe do Departamento de Don apareceu e todo o Projeto Pai foi por água abaixo.

9. Com a sua rotina virada de cabeça para baixo, a perigo de perder o emprego e apaixonado por Rosie, Don decide mudar radicalmente e então, ele dá início ao seu mais novo projeto, o Projeto Rosie. O nosso protagonista começa pelo visual e sai as compras apostando em roupas mais despojadas que o deixem com uma aparência que a própria Rosie já havia dito gostar. E aos poucos, Don vai mudando a sua rotina, deixando de lado àquele cara metódico que comia lagosta todas as terças-feiras, aprendendo a cozinhar novos pratos e apostando mais na diversidade. Don marca uma avaliação física com um personal trainer, e não é qualquer personal, é com Phil, o padrasto de Rosie, e, no intuito de conhecer o cara melhor e tentar defender Rosie (por conta de Phil não ser uma pessoa muito atenciosa ou até mesmo presente na vida de Rosie) os dois acabam saindo no soco. Mas nada que nos possa preocupar acontece. Então o nosso aspirante a Don Juan marca um jantar com Rosie, no mesmo restaurante fino que havia acontecido o incidente do traje esporte fino. Don espera, de início, se declarar para Rosie, mas, tendo comprado rosas e até convidado Gene e Claudia para comemorar, ao pedi-la em casamento (entregando a ela um anel e um misterioso envelope), Rosie não lhe dá resposta, ela apenas continua duvidando de que Don não a ama, mas somente quer uma esposa e, dizendo que é melhor os dois não se verem mais, Rosie vai embora, por mais que o próprio Gene tenha declarado de que Don mudou por ela. E ah, nesta noite, Don completava 40 anos. 

10.  Bom, chegando ao finalzinho do livro, parecia que a história não seria muito feliz para Don, bom, só parecia. Ainda disposto a conquistar Rosie, Don não desiste de ir atrás dela e, parece que tudo acontece naquele refeitório da universidade. Rosie havia descoberto que Gene, era agora o principal suspeito de ser seu pai e, sem saber com quem desabafar sobre o assunto, ela conta tudo para Phil, seu padrasto. Eis que quando Don chega na universidade atrás de Rosie, Phil também chega investindo em um soco bem dado na cara de Gene. Bem, mas o que mais nos importa, é que Rosie havia guardado o anel que Don lhe dera e a resposta dela foi sim. Passado pouco tempo, nosso feliz casal decide se mudar para NY, Rosie investindo em seus estudos e Don com uma nova proposta de emprego. E, após um tempo razoável em que os dois viviam felizes em NY, Don pede autorização para usar o laboratório do seu novo emprego, afinal, era melhor fazer tudo certo dessa vez, e decide terminar o Projeto Pai. Sozinho, ele foi se deparando com os resultados negativos, até quando chegou a vez de testar Gene e a surpresa foi que também deu negativo. Porém, Don tinha mais uma amostra, uma amostra da qual nem Rosie sabia e, antes de testá-la, ele ligou para ela, achando melhor que Rosie estivesse presente neste momento e, analisando aquela amostra, que veio de uma troca de socos com Phil, o resultado brilhou na tela do computador: Positivo!

O destino pode ser uma coisa impressionante. E ainda existem pessoas que dizem que esse livro não nos ensina nada!

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Bom, essa foi a minha resenha e espero que quem leu tenha gostado e aproveitado conhecer ou relembrar essa história tão simples, mas que me conquistou muito!

sábado, 21 de julho de 2012

Canada's Wonderland

Se eu precisar escolher um único dia dessa viagem, para ficar marcado na memória, seria esse! O dia do Canada’s Wonderland, o dia que sou um pouco suspeita para falar, pois o que tenho a dizer é que eu era uma própria atração do parque, mas a explicação disso fica durante o desenrolar da postagem.




Durante o caminho todo de quase duas horas para chegarmos até o parque, teacher querida (oi Marina) fez toda uma psicologia reversa com a minha pessoa, pois, é claro que quem me conhece sabe o PAVOR que tenho de montanhas-russas, desde as mais juvenis até as aterrorizantes. 
Com a minha chegada ao parque, a primeira coisa com a qual me deparo é ela: SIM, a maior montanha-russa chamada de Leviathan. E ME DIZ: Quando que em minha vida eu irei em uma montanha-russa com nome de um demônio? Pois é, esse tipo de coisa e mais um pouco, você só encontra no Canadá. 
Antes de eu começar a falar dos brinquedos em que morri, tenho que explicar resumidamente (mas muito resumidamente), que esses brinquedos, em especial as montanhas-russas, têm uma classificação para mim. É óbvio que não fui eu quem inventou essa proeza. E ficou algo mais ou menos assim: Nível DB: “De Boa”; Nível PT: “Pouco Tenso”; Nível T: “Tenso”; Nível ST: “Super Tenso”; Nível MCI: “Me Caguei Inteira”.


Flight Deck - Nivel T.
Vamos lá, guardem as câmeras e os óculos de sol, tirem os chinelos pois vamos entrar na primeira montanha-russa do dia, uma belezinha chamada: Flight Deck. Que seria sob cadeirinhas suspensas, onde seus pezinhos balançam enquanto te viram de ponta-cabeça. 
Nem preciso dizer que já comecei a usar o pacote das “5 expressões mais usadas” antes mesmo da primeira descida. E como esse é um blog de família eu TENTAREI não escrever palavrões durante a postagem. Mas garanto que eles foram muito usados.







Time Warp - Nível PT
Após um sustinho básico, fomos brincar de Superman no Time Warp, que funciona como uma montanha-russa deitada, garanto que esse foi bem mais de boa do que o primeiro. Mas mesmo assim foi estranho, pois eu já estava nervosa demais.


Psyclone - Nivel DB
O terceiro brinquedo, o Psyclone, foi no Nível DB por eu me sentir bem de boa. Primeiro porque ele não virava de ponta-cabeça, depois porque eu ACHEI que eu já havia superado todos os meus medos. 

Aí continuamos a andar pelas montanhas-russas, então, para a minha alegria (somente para a minha) fomos á uma bem “de neném” que era no escuro, e foi uma delicinha, Nível DB.

O pânico tomou conta de mim e eu não lembro o nome da montanha-russa - Nível MCI
Até que, eu sou levada para uma, que não parecia tão assustadora, mas sim, ela ERA! Automaticamente entrei em pânico, e tudo me aconteceu, minha pressão caiu, fiquei com falta de ar e chorei. Mais que uma criança. Mais detalhes? Aí já não é comigo. Só sei que o Nível dessa é MCI!
Zuação máster! Começando pela classificação das montanhas-russas para mim e a dona Mariana falando: “Tranquila, essa aí é de neném!” Só pra depois eu berrar dali de cima: “É de neném o c*ralho”.

Para ficarmos um pouco relaxados (principalmente a minha pessoa), fomos aos famosos brinquedos aquáticos daquele jeitinho do barquinho sendo levado pela correnteza e muita molhadeira. Saímos encharcadas desse e do próximo também, tão molhadas que gerou comentários do tipo: “A hora de fazer xixi é agora”
Depois do Splash, fomos em umas montanha-russas mais lights de Nível DB, do tipo a pequena montanha-russa de madeira, com um barulho ensurdecedor que faz as mulheres pagarem peitinhos!

Por fim, amarelei, não entrei na Leviathan

Aquela coisa ali atrás, parecida com uma minhoca verde, é o Leviathan. 

A diversão nunca fica em um lugar só quando você está com um grupo de amigos, aprendi isso também. Falamos muita, mas muita bobagem durante as duas horas de viagem, o engraçado era que tudo acabava no mesmo assunto. Que como eu disse, esse é um blog de família e não vem ao caso comentar.
Até que, creio que na trilhonésima parada no metrô, chega uma pessoa (em mim, claro, porque a capacidade de atrair estranhos é quase que absoluta) todo interessado em mim! Vejam! Eu visito tudo quanto é tipo de lugar, saí para night clubs, fui á bares, PUBS e restaurantes, mas o único lugar em que sou “flertada”, é no metrô! E as meninas descobriram o que aconteceu, foi o ar da montanha-russa, faz bem pra pele. Por isso que atrai olhares no metrô!

E esse dia terminou com um super jantar no restaurante coreano, o mesmo que fomos na segunda semana em que estávamos aqui em Toronto!

terça-feira, 17 de julho de 2012

St. Lawrence's Market & High Park - Toronto/ON

Sábado foi dia de caminhar! E que caminhada!
Não vou dizer que acordamos cedo, porém, para quem foi dormir mais de 4h30 da matina meio dia acabou sendo cruel para levantar. Mas, já imaginando como seria o dia, não tivemos muita opção.


ST. LAWRENCE’S MARKET
Fazendo novamente aquele delicioso conjunto canadense de ônibus, metrô e algumas pernadas, chegamos até o St. Lawrence’s Market, uma espécie de Mercadão de São Paulo, só que claro, menor.

Mas lá dentro realmente se parece com o mercadão, até mesmo o cheiro, os peixes, as carnes, os temperos, as muambas para se comprar. Eu só não provei nada de lá de dentro, pois estava muito cheio e preferimos comer em algum outro lugar mais tranquilo, onde pudéssemos sentar e pedir umas cervejas. E então, fomos ao Jack Astor’s, que seria algo “á lá” Outback! 

Não satisfeitas, pedimos duas sobremesas. E o garçom (que por sinal queria saber muito da nossa vida), não nos avisou sobre o tamanho da sobremesa. O resultado foi que não aguentamos comer tudo, e tivemos que deixar para trás! Isso é algo que eu não estou acostumada, quando você se depara com uma sobremesa que custa seis dólares, você nunca vai imaginar que ela ocupa um prato inteiro e consegue satisfazer três pessoas. É esse tipo de costume brasileiro que eu teria que perder aqui!
E para deixar a postagem mais diferente ainda (mentira!), tenho que dizer que caminhamos mais um pouco (bastante) até chegarmos ao High Park.


HIGH PARK
Pegamos novamente o metrô e descemos na estação High Park (óóóó, não diga. E eu ainda tenho a capacidade de dizer que consigo me perder aqui), e para não perdermos o costume, logicamente, caminhamos BEM MAIS. Pois é, a Marina não tem dó da gente. Isso porque nem chegamos á NY ainda!
O lugar é uma delícia, para caminhar, para sentar e dormir na sombra de uma árvore, para fazer piqueniques, para passear com crianças, para tirar fotos e caçar esquilos! Sim! Esquilos! Eu os vi lá, e muitos ainda. Mas, como podem perceber, não consegui capturar nenhum. Pois é, meninos ligeiros.





quarta-feira, 11 de julho de 2012

A Semana Passada e as Cataratas do Niágara - Niagara/ON

“Aviso aos navegantes que por conta da minha ausência, a postagem será extensa! Obrigada.”

Pois é meus amigos, me desculpem! Mas é que aqui a rotina está corrida e quando eu paro em casa, é porque estou exausta. Então, sem muito “lero lero”, vamos ao que interessa.

Após o feriado, eu e Carol começamos a semana naquele estilo bem brasileiro: perdendo hora! E para tudo ficar mais bonito, decidimos ocupar nosso tempo aflorando o nosso lado consumista, sendo assim, o resultado da terça-feira foi: Shopping!  E bem quando voltei á escola na quarta-feira, me deparei com o meu professor me expulsando da sala de aula, dizendo que eu havia mudado de nível e para não perder aula e tinha que ir correndo até o outro prédio, localizado a duas quadras dali. E eu só tinha dez minutos. Cheguei igual a um cachorro, com a língua de fora sedento por água, mas deveras feliz pois, YEAH BABY eu passei de nível.

Aí, longa história né, sabem como é, comecei tudo de novo, classe nova, professora nova, colegas de classe novos. Mas, como o intuito principal é se socializar, no final eu já sabia o nome de todo mundo [com exceção ao povo asiático, me perdoem!]. Minha professora é uma graça, apesar de eu ter ficado com sequelas da versão loira do Luciano, eu me simpatizei muito com a Tameka, teacher by Jamaica. E na Elective Class que é uma aula que tenho apenas duas vezes por semana, apenas para praticar a conversação, eu caí na mesma sala da Carol, a sala dos asiáticos doidos [olha eles aí de novo], dos quais eu não me lembro o nome, tanto que, apelidei um de Justin Bieber.

Se não me falha a memória de formiga, na quarta-feira eu e Carol fomos almoçar fora depois da aula. Almoçamos do lado da nossa estação de metrô de costume, e quase que não conseguimos beber uma cerveja! Simplesmente pelo fato de não aceitarem os nossos documentos, queriam apenas o passaporte. Como todos os outros estabelecimentos aceitam normalmente qualquer outro documento, na hora fizemos cara feia, e acho que foi tão feia que não demorou muito pra garçonete voltar com o gerente, pedindo pra ele verificar, pois ela tinha ficado com a consciência pesada. Nisso eu já ia pedir uma cerveja de graça! Mas com um simples pedido de desculpas, tudo ficou bem e aproveitamos de uma Corona em plena quarta-feira.

Quinta-feira fizemos um programa bem família, jantamos todos na escola! Era pra ser uma janta na praia, que acabou não dando muito certo, mas depois, acabamos por fazer uma caminhada na tal “praia”, que na verdade é um lago com um parque, que todo mundo insiste em chamar de praia! Sunnyside Park. Foi uma tarde muito divertida, com direito á muitas gargalhadas e palhaçadas por parte de Marina e Mariana! Podíamos repetir a dose antes de irmos embora.
A sexta-feira foi recheada de um bom jantar feito pelo Dad acompanhado de Budweisers! Não saímos, pois o intuito era dormirmos cedo para que no sábado a gente estivesse bem descansadas para a nossa viagem á Niagara Falls.


INDO PARA NIAGARA/ON


Como estávamos de carro, aproveitamos e fomos a um Outlet [leia-se: realização de consumista], aqui mesmo em Toronto, não muito perto de casa, aliás, o que é perto de casa? O lugar era gigante, o que nos fez perder umas boas cinco horas experimentando roupas e olhando vitrines.  Após enchermos o porta-malas do nosso Fiesta verde-limão, almoçamos e partimos para a cidade de Niagara Falls!
Chegando naquela gracinha de lugar, fizemos o check-in no hotel e seguimos para um outro Outlet, ali pertinho mesmo. Creio que após levar eu e Carol para dois Outlets, Marina pagou todos os seus pecados. 



A NOITE NA CIDADE DE NIAGARA, ANDERSON SILVA P&#@$% !

Como se fosse uma mini Las Vegas, conhecemos a cidade de Niagara Falls, parte noturna. Mas antes disso, tenho que contar que até mesmo antes de chegarmos ao fervo da cidade, paramos ás pressas no Outback, pois estávamos em busca de um local que transmitisse o UFC!


Enquanto aguardávamos a luta do querido Anderson Silva, desfrutamos das comidas do Outback e falamos mal da vida alheia [só um pouco, nem foi tanto assim]. Até que a luta começa. Teacher: me desculpe sobre isso, mas eu tenho que comentar o quão indignada você ficou no começo, enquanto o Anderson Silva apanhava. Apenas para ilustrar a situação: bar com uma quantidade razoável de pessoas, sendo que pelo menos á nossa volta eram todos homens, e, apenas nós, as três brasileiras, torciam para o Anderson Silva. Como isso é um blog de família não mencionarei os palavrões ditos em nossa língua pátria! Só sei que era muito gostoso soltar uma dessas e não ter ninguém pra recriminar, porque afinal, ninguém entendia!

Deixando um pouco de lado esse momento “vida loka”, fomos nos divertir na mini Las Vegas. Que lugar mais delícia! Cheio de atrações, gente estranha e músicas bizarras! Entrei loucamente em um Cassino achando que ficaria rica, mas tudo o que aconteceu foi que a mulher do caixa elogiou a minha blusa e perdi cinco dólares assim como a vontade de jogar. Ainda bem que mamãe e papai não me fizeram uma viciada em jogos de azar.
É difícil falar tudo! 
Como a grande maioria das experiências dessa viagem, só vendo pra entender.


AS CATARATAS DO NIÁGARA

Sim, chegou o dia de descermos Niagara Falls de barril!  É lógico que, a vontade de imitarmos aquele clássico episódio do Pica Pau era enorme, mas a gente se contentou em irmos apenas de barco. Mas antes, tenho que dizer que matamos a nossa vontade de tomar AQUELE café da manhã tipicamente americano! Com direito á panquecas, ovos e bacon!

Bom, voltando para as Cataratas... 
E que passeio delicioso!  Não tem muito como explicar, mas as cataratas são maravilhosamente lindas! Até agora, o lugar que eu mais gostei e achei mais bonito (sei que já falei isso antes!).  Andar com o barco e chegar pertinho da queda d’água é uma delícia! Tanto é que deixamos molhar mesmo.


Olhem que bonitinhas, prontas para descer de barril: